Explosão de carro-bomba em Bogotá deixa mortos em escola policial

By | janeiro 17, 2019

A explosão de um carro-bomba na Escola General Santander da Polícia de Bogotá, capital da Colômbia, nesta quinta-feira, 17, deixou ao menos nove mortos e cerca de 50 feridos. O atentado, confirmado pelo prefeito da capital colombiana, Enrique Peñalosa, ocorreu no interior da escola de cadetes, no sul da cidade. As autoridades investigam a autoria do ataque, que foi registrado por volta das 10h (13h em Brasília).

Carro bomba em Bogotá

“Estou regressando de imediato a Bogotá com a cúpula militar ante o miserável ato terrorista cometido na Escola General Santander contra nossos policiais”, afirmou o presidente da Colômbia, Iván Duque, que liderava um conselho de segurança no departamento de Chocó, na costa do Pacífico. “Vamos ao lugar do incidente. Dei ordens à Força Pública para determinar os autores desse ataque e levá-los à Justiça. Todos os colombianos rejeitamos o terrorismo e estamos unidos para enfrentá-lo. A Colômbia se entristece, mas não se detém ante a violência”, completou o mandatário no Twitter.

Uma inspetora que foi testemunha dos fatos, Fanny Contreras, relatou ao Canal 1 que “um carro entrou à força” por um posto de controle de segurança secundário. “Explodiu logo depois. Foi muito forte. O veículo entrou abruptamente.” O Ministério Público e a Polícia estão a cargo da investigação. “Toda a nossa capacidade investigativa [está] voltada para desmascarar os terroristas. Os atos urgentes na cena do crime fornecem as primeiras provas materiais. Haverá justiça”, declarou o procurador-geral do país, Néstor Humberto Martínez.

As forças de segurança tentam agora determinar qual grupo tem capacidade e estrutura para perpetrar um atentado dessas características contra um dos símbolos da Polícia colombiana. O Exército de Libertação Nacional (ELN) continua ativo; ainda não deixou as ações armadas e tem recebido sucessivas advertências do Governo. O Clã do Golfo é uma organização criminosa dedicada principalmente ao narcotráfico. Há também as dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), grupos da antiga guerrilha que rejeitaram o acordo de paz alcançado em 2016 por Juan Manuel Santos.

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