PM desativou posto na favela Bateau Mouche na Praça Seca após ameaças de milicianos

By | setembro 23, 2019

A PM desativou uma base avançada na favela Bateau Mouche, na Praça Seca, na Zona Oeste, após a milícia que domina a região ameaçar explodir a estrutura e atacar os policiais. A intimidação por parte dos paramilitares começou após agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) prenderem Raphael da Silva Nascimento, o Pezão, apontado como chefe da milícia que ocupa o Bateau Mouche, no último dia 11.

O miliciano foi flagrado por agentes do Serviço Reservado (P2) da unidade por volta das 21h, quando extorquia moradores na favela. Após a detenção, o batalhão precisou pedir reforço de homens do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom) e do 2º Comando de Policiamento de Área (CPA) para conseguir tirar o preso da favela. Comparsas do criminoso cercaram os PMs que fizeram a abordagem e não queriam deixar que ele fosse levado para a delegacia.

Após a chegada do reforço, o miliciano foi retirado da favela. Com Pezão, os PMs apreenderam uma pistola .40 municiada, uma granada, um cinto tático, um radiotransmissor, R$ 1.334 reais e 85 boletos de cobrança, usados para catalogar os pagamentos de moradores. Logo após a prisão, PMs que davam plantão na base passaram a receber ameaças da milícia. A cada turno, sete agentes ficavam no local. De acordo com moradores da favela, os paramilitares afirmavam que iriam explodir a estrutura.

A base ocupava, desde o início do ano, um imóvel na favela. Antes de ser desativada, a estrutura foi toda pintada de branco — antes, havia a inscrição “PMERJ” sobre um fundo azul.

Procurada, a PM alegou que a base “passou por um realinhamento estratégico que visa dar maior mobilidade ao policiamento ostensivo na região”.

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