Milicia da Praça Seca está extorquindo síndicos dos condomínios do bairro

By | Maio 22, 2019

Motivo de constantes disputas entre tráfico e milícia, como a que aconteceu em 10 de abril, quando um tiroteio interrompeu a circulação do BRT, o controle da Favela Bateau Mouche, na Praça Seca, trocou mais uma vez de mãos. Paramilitares aproveitaram a saída de PMs, após uma ocupação que durou três dias, para dominar a comunidade. E passaram a ameaçar síndicos de condomínios da região, para que recolham R$ 50 de cada apartamento. Se os moradores não contribuem para a taxa mensal cobrada pelo grupo, os síndicos são coagidos a pagar do próprio bolso.

Há pelo menos um inquérito da 28ª DP (Campinho) que tenta identificar os responsáveis pela cobrança irregular da milícia. O caso tramita em sigilo para não atrapalhar as investigações. Segundo moradores, grupos de homens armados percorrem as ruas da região para anunciar a cobrança.

— Eles passam sempre após as 20h. Vão de casa em casa. No mês passado eram só dois ou três, mas, desta vez, vieram uns dez, todos armados, Tinha até uma mulher. Quando a cobrança é em condomínios, eles geralmente vão direto ao síndico — contou um morador.

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