Descoberto plano para resgatar Marcola, líder do PCC, do presídio federal

By | Maio 17, 2019

Agentes da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, conhecida como P2 de Venceslau (a cerca de 610 km de São Paulo), interceptaram, no dia 8 de abril, anotações de supostos membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), dizendo sobre novos líderes da organização e um possível plano de resgatar Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, do Presídio Federal de Brasília.

Apontado como líder máximo da facção criminosa, Marcola saiu da P2 de Venceslau em fevereiro deste ano para ir à penitenciária federal de Porto Velho. Um mês depois, foi novamente transferido, desta vez para a federal de Brasília.

De acordo com a carta interceptada pelos agentes penitenciários, com a saída de Marcola da P2 de Venceslau, outros três presos assumiram funções estratégicas da facção dentro do sistema carcerário: Wilber de Jesus Marces (conhecido como Gaspar), Valcedi Francisco da Costa (o Ralf) e Márcio Domingos Ramos (o CI).

Conforme a apuração da SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo), os três presos orquestrariam de dentro do sistema carcerário, alinhado com o traficante internacional Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho — um dos principais nomes do PCC nas ruas —, o resgate ao Marcola.

A carta interceptada por agentes penitenciários aponta que integrantes da facção criminosa estavam aguardando o aval de Fuminho para realizar o plano de tirar Marcola da penitenciária federal de Brasília.

Ainda segundo as informações que constam na carta, o suposto integrante da cúpula do PCC Carlos Henrique da Silva, chamado de Carlão da Zona Norte, havia ficado com a responsabilidade de organizar os membros da facção que tem alto nível de conhecimento militar e de armamentos para preparar o poder bélico para o dia do resgate.

A organização criminosa predendia mobilizar integrantes de todos Estados brasileiros para participar do resgate. A facção já havia monitorado, segundo a SAP-SP acredita, por meio de drones, como era o funcionamento ao redor do presídio de Brasília, e sabia que o Exército não estava presente no local.

Após a interceptação desta carta, a SAP-SP pediu a transferência dos três presos apontados como novos líderes da facção criminosa para presídios federais.

Marcola PCC
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