Tiroteio entre turmas de bate-bolas deixa dois mortos em Marechal Hermes

By | março 4, 2019

O tiroteio envolvendo grupos rivais de bate-bolas deixou dois mortos e outros seis baleados, na noite deste domingo, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. O adolescente Kauan Ramiro Antonio, de 14 anos, e Geres Francisco Gregório Neto, de 39, foram atingidos na cabeça e tiveram morte cerebral. Pelo menos outras duas pessoas ficaram feridas na correria.

Segundo Claudio Roberto, que estava no local na hora da confusão, Kauan estava catando latinhas quando foi atingido. Já o agente penitenciário Diego Oliveira dos Santos, baleado no peito, estava confraternizando com a família e amigos, de acordo com a testemunha.

De acordo com o Hospital Carlos Chagas, as vítimas deram entrada às 23h30.  Outro ferido grave é o agente penitenciário Diego Oliveira dos Santos, de 27 anos. Ele recebeu um tiro no peito e foi transferido esta manhã para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Maracanã. Já Kauan e Geres chegaram a ser transferidos para os hospitais Pedro II e Miguel Couto, respectivamente, mas não resistiram.

Segundo a Polícia Militar, a confusão entre bate-bolas envolveu os grupos Cobras e Camélias, que se enfrentaram com troca de tiros na Rua Carolina Machado, em frente à estação de trem da SuperVia de Marechal Hermes.

A demais vítimas foram Roberto Neves, de 28 anos, baleado no braço esquerdo, Fernando Alves Gouveia, 37, Bruno Araújo Pereira, 27 anos, atingido no braço esquerdo e no abdômen, Fernando Padilha Silva, de 39, atingido de raspão na orelha direita, e Jorge Gonçalves de Brito, de 54 anos, baleado na perna direita.

Casal queimado com óleo de fritadeira na fuga

Além dos baleados no tiroteio, André Luiz Lima de Oliveira, de 20 anos, teve o corpo queimado ao cair em uma fritadeira com óleo fervente na tentativa de fugir dos tiros. Segundo Thaís Antunes, de 19 anos, esposa de André Luiz, o casal trabalhava em uma barraca de lanches quando houve a confusão. Ela teve queimaduras na perna. 

“Ele estava do lado de fora e pulou para dentro da barraca quando os tiros começaram. Só que ele caiu em cima da fritadeira com óleo quente. E saiu rolando pelo chão, gritando de dor”, disse Thaís, mostrando bolhas de queimadura no pé direito: “Respingou em mim também. Mas, nele, pegou o corpo todo”.

O casal estava com a filha de um ano e seis meses, que nada sofreu. O pai de Thaís, Cláudio Roberto, também estava no local. Ele conta que os primeiros tiros foram disparados pela turma de bate-bolas Camélias. “O local estava lotado e eles chegaram atirando. Depois que vieram os tiros do outro lado”, contou.

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