OAB, PSOL e Defensoria Pública atacam operação da PM que deixou 13 mortos

By | fevereiro 8, 2019
Fuzis, pistolas e granadas

Para Álvaro Quintão, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem de Advogados do Brasil (OAB-RJ), segurança pública se faz com inteligência. “A Polícia chegou agindo como se apontar, atirar e matar fosse a solução, como se o tiro fosse a única solução”, afirma. A comissão ouvirá ainda outros depoimentos e encaminhará as denúncias para os órgãos competentes. 

Em nota, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro disse acompanhar “desde o início desta manhã as operações policiais que resultaram na morte de 13 pessoas”. “A instituição está com contato com moradores para articular visita à comunidade do Fallet nos próximos dias, com o objetivo de ouvir relatos. Informamos que nossa Ouvidoria Externa e o nosso Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos estão à disposição daqueles que tiverem algum dos seus direitos violados”.

A Polícia Militar informou que foram apreendidos dois fuzis, nove pistolas e cinco granadas. Uma moto também foi recuperada pela corporação. No Morro dos Prazeres, os PMs apreenderam uma pistola calibre .40, uma pistola calibre 9 mm, dois radiostransmissores e um aparelho telefônico após confronto com criminosos. Dois foram encontrados feridos, sendo levados ao Souza Aguiar. Em outro ponto da comunidade, um fuzil calibre 5,56, uma pistola calibre .40 e uma granada foram apreendidos.

Ainda segundo a polícia, desde a madrugada desta sexta-feira, as equipes atuam nas comunidades devido aos tiroteios na região provocados por disputa entre grupos criminosos.

O governador do estado Wilson Witzel não comentou a atuação da PM. Já a oposição do político usou as redes sociais para criticar ação da corporação. 

“Nas favelas a polícia entra com o pé na porta, fuzil na cara: atira antes, pergunta depois. Hoje mais de 10 mortos nos Morros da Coroa e do Fallet. Até quando?”, indagou a deputada estadual Renata Souza (Psol). 

“O que acontece no Fallet Fogueteiro e no Morro da Coroa é criminoso. A operação policial matou 13 “suspeitos” e deixou os moradores em pânico. A guerra às drogas mata sem julgamento, na ilegalidade, aterroriza e ameaça famílias. Não podemos achar isso normal!”, escreveu a também deputada estadual Dani Monteiro, companheira de partido de Renata. 

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