Preocupação com montanha de escória em Volta Redonda aumenta após desastre em Brumadinho

By | janeiro 28, 2019

Moradores do bairro Brasilândia e outros 5 bairros adjacentes, voltaram a se manifestar sobre o risco de acidente devido a altura (20m) e a proximidade com o Rio Paraíba do Sul (55m).

A escória é um resultado da produção da CSN e possui sobras da produção de aço dos altos fornos e das aciarias em usina. Essas sobras podem ser usadas na fabricação de cimento, pavimentação de ruas e apoio de vias férreas. A gestão do material está a cargo da multinacional Harsco Metals, que é contratada pela CSN.

A última licença no INEA de operação para o depósito venceu em dezembro de 2010, passando-se nove anos sem que exista uma posição definitiva pela renovação. O órgão ambiental, por sua vez, alega que o licenciamento permanece válido, uma vez que as empresas apresentaram requerimento para renová-lo em 16 de agosto de 2010.

Em julho de 2018 uma comissão de deputados  visitaram o local e disseram que a vistoria foi inconclusiva e pretendem instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o caso. A CSN afirmou que o material depositado não apresenta nenhum tipo de risco ao meio ambiente ou à saúde. O Inea teve posição parecida. Esclareceu que não há risco da escória afetar o rio Paraíba do Sul e disse ainda que o depósito não está em área de preservação ambiental.

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