PMs são acusados de proteger o traficante Fernandinho Guarabu na Ilha do Governador

By | janeiro 30, 2019

Rio – Considerado praticamente intocável pelas autoridades da Segurança Pública do Estado do Rio, Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, de 39 anos, chefão do tráfico de drogas da Ilha do Governador, conta com uma extensa rede de proteção que inclui policiais militares do 17º BPM (Ilha). Seriam pelo menos 15 agentes da unidade que, em vez de servir e proteger a população, repassam informações ao traficante. Esse seria um dos motivos pelo qual Guarabu nunca foi preso até hoje. A Secretaria de Polícia Militar informou que abrirá um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as denúncias.

A ‘ajudinha’ já era de conhecimento do Ministério Público Estadual, e isso estava incomodando a cúpula da PM. Agora, por determinação do secretário de Polícia Militar, Rogério Figueredo, as informações serão encaminhadas à Corregedoria da PM e, segundo afirmou a pasta, serão apuradas “com a ênfase e o rigor pertinentes”.

Fernandinho Guarabu, foragido há 13 anos, é suspeito de um novo crime: a execução, em 2013, de Rafael Carneiro da Silva Neto, morador do Morro do Dendê. Ele teria sido torturado e esquartejado, e seu corpo teria sido jogado na Baía de Guanabara pelo bandido, após uma queixa de uma mulher com quem Rafael mantinha uma relação. A moça teria dito que fora estuprada pelo rapaz. O carro em que a vítima estava — um Gol — foi encontrado, dois dias depois do crime, carbonizado e abandonado, na Estrada de Tubiacanga. “Fernandinho Guarabu, mais uma vez, manteve sua estratégia de praticar o homicídio e, posteriormente, ocultou o cadáver para dificultar o trabalho da investigação”, disse a delegada Ellen Souto, titular da DDPA.

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