Na ausência de Trump presidente do Brasil é o centro das atenções em Davos

By | janeiro 24, 2019

Traduzido da Revista Fortune

O recém-eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, subiu ao palco mundial pela primeira vez para apresentar sua visão de um “novo Brasil” no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

As ausências dos chefes de estado britânicos e franceses, juntamente com o cancelamento da visita da delegação norte-americana à conferência de negócios dias antes, colocaram o novo líder do Brasil no centro das atenções do fórum. Em seu discurso, Bolsonaro prometeu erradicar a corrupção, privatizar esstatais e reparar a posição de seu país aos olhos da comunidade internacional.

Bolsonaro se apresentou como alguém que irá “drenar pântanos”, oposto à “ineficiência e corrupção” que apodrecia a administração anterior do Brasil. Desde 2014, a reputação do país tem sido marcada por um escândalo envolvendo bilhões de dólares em negociações entre os mais altos escalões do governo e de setores da iniciativa privada.

O Brasil enfrenta uma “profunda crise ética, moral e econômica”, disse Bolsonaro durante seu discurso de sete minutos. “Queremos que o mundo restabeleça a confiança e a confiança que sempre tivemos.”

Seu objetivo: Levantar o Brasil para se tornar um dos 50 melhores países para fazer negócios até o final do seu mandato de quatro anos. O Banco Mundial atualmente classifica o Brasil em 109º lugar dos 190 países.

Nariman Behravesh, economista-chefe da IHS Markit, uma firma de serviços financeiros sediada em Londres, disse que a insinuação de Bolsonaro parece similar a muitos líderes ligados a Davos que buscam investimentos estrangeiros em casa. “Foi um pouco decepcionante que não houvesse muitos detalhes sobre o que ele iria fazer, mas os objetivos gerais foram muito encorajadores”, disse Behravesh.

Após o discurso, Bolsonaro disse a Klaus Schwab, presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, em uma entrevista que os resultados das recentes eleições na América do Sul indicaram que as pessoas estavam rejeitando as políticas bolivarianas que levaram a Venezuela à ruína. “Isso mostra que a ala esquerda não prevalecerá naquela região”, disse Bolsonaro.

Os comentários foram os primeiros feitos de Bolsonaro no exterior desde que ele assumiu o cargo há três semanas.

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